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Um Olhar sobre o futuro – e a forma como afectará o negócio segurador – juntou os quadros da Açoreana em Lisboa no final de Novembro.

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A PORTOseguro esteve presente, a convite da sua Administração.

antónio Silva, Diamantino Marques e António Vasconcelos

Perto de 230 quadros da Açoreana participaram no Encontro Anual em Lisboa, no final de Novembro, sob o mote "Desenvolvimento Estratégico, Crescimento e Sustentabilidade".

O presidente do Conselho de Administração, Horácio Roque, abriu a reunião lembrando o trabalho feito desde a integração da Açoreana no Grupo Banif. "Foram 11 anos de luta, de grande esforço a vencer obstáculos". Agora, notou, "estamos em mudança".

A Comissão Executiva, presidida desde Outubro por Diamantino Marques, olha em frente. "Nós não vivemos de projectos passados, vivemos de projectos futuros", disse Horácio Roque. E nesse campo "a responsabilidade é de todos e o sucesso ou insucesso depende de todos".

Aberta a sessão, Joaquim Marques dos Santos, presidente da Comissão Executiva do Banif, S.A., fez um retrato do Grupo. O Banif cresceu 8 por cento em 2007, atingindo 10 mil milhões de euros de activos. O futuro passa por afundar sinergias. "Nós propomo-nos, em colaboração com a Companhia de Seguros Açoreana, lançar um projecto ambicioso na área de Assurfinance", anunciou Marques dos Santos.

Também para o presidente da Comissão Executiva da Açoreana o sucesso faz-se a longo prazo. "Importa conciliar o hoje e o futuro", explicou Diamantino Marques. Em 2008, a meta é atingir 18 milhões de euros de resultados líquidos. Para isso, há que estar mais junto do mercado. Sempre com preocupações da envolvente ambiental, porque "as empresas têm de assumir a sua responsabilidade social".

Comendador Horácio Roque, Diamantino Marques, Bagão Félix e Elkin Hunt

"Devemos ser criativos"
A pensar nos desafios do futuro, o ex-ministro da Segurança Social Bagão Félix falou do impacto das alterações demográficas nos sistemas de protecção social. E previu grandes oportunidades para os operadores privados nos sectores da saúde e das poupanças reforma face à crise do sistema público.

Já os especialistas Elkin Hundt e Luís Martín, da Munich Re, anteciparam os custos das alterações climáticas, que, de resto, já se sentem nos dias de hoje, com um peso crescente dos danos causados por catástrofes naturais no negócio segurador.

Outra novidade com impacto imediato é o novo sistema de controlo interno Solvência II. Ana Salcedas, da consultora Ernest & Young, enquadrou o novo regime, que visa ajudar as Seguradoras a gerir melhor o risco, dar mais garantias aos clientes e reforçar a capacidade das entidades reguladoras.

Por fim, o empresário Ângelo Correia, especialista em assuntos árabes, fez uma análise do impacto do que chamou as "guerras de identidade" entre o Ocidente e o islamismo radical.

A fechar os trabalhos, Horácio Roque lembrou que o Banif faz 20 anos já em Janeiro, data que aproveitará para refrescar a imagem do Grupo, dando-lhe novo dinamismo.

Entretanto, o balanço é positivo. "A Açoreana tem tido ao longo destes 11 anos um crescimento bastante bom", avaliou. Quanto ao futuro, o rumo é claro: "Precisamos de mais negócios e de bons negócios.

O mercado é difícil", reconheceu Horácio Roque. "Mas, na vida, nunca encontrei mercados fáceis." Daí o apelo aos parceiros e colaboradores da Açoreana: "Devemos ser criativos e não reactivos. Não tenho dúvidas de que, com a vontade de todos, vamos com certeza vencer."

 

fonte: In Revista Apólice

data: Janeiro/2008

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